Novo dia

Author: Revérbero Pessoa /

Amanhã será um lindo dia
O sol a raiar
Os pássaros a cantar,
Festejando
Um novo início.

Peço sua mão.
Vamos sair,
Olhar o Sol.

Quando estamos assim
Juntinhos...
A felicidade é mais feliz.
O sorrir mais alegre.

Sinto-me em paz
Ao teu lado.
Te amo
Minha menina.

Menina

Author: Revérbero Pessoa /

Ela é a menina
Que vem
E guarda
Um brilho no olhar.

Uma moça simples
De belas feições.
Garda consigo
Um belo sorriso
Que adoro ver raiar.

Uma mulher,
Uma beleza
Que me ensinou
Dentre outras coisas
Como é bom amar.

Domingo

Author: Revérbero Pessoa /

E nossos dias
Serão lindos
Como o amanhecer
De um domingo.

Quando estás longe
Falta-me um pedaço
Sou apenas eu
Sem você...

Um amor como esse
Parece-me
O paraíso
De onde nunca mais
Quero retornar.

Eu quero você
Eu te desejo
Quero-te por perto,
Perto do coração.

O corvo

Author: Revérbero Pessoa /


Maldito corvo,
Ai estás
Em meu jazigo.

Não te é suficiente
O que fizeste?
Sombrio,
Fez questão de ver-me
Padecer aos poucos.

Teus negros olhos
Mostraram-me
O caminho a seguir.

Voei em tuas asas.
Negras penas,
Roubaram-me
A alma
E gelaram meu corpo.

Não é um costume seu
Visitar os mortos.
Aqueles que um dia carregou.

Agora estás a me olhar
Com esses olhos negros,
Vazios...
Opacos...

Em frias carnes podres
Escuto o teu agouro
Mais uma vez
A ecoar em meu tumulo.

Afasta-te,
Maldito animal!

...

Author: Revérbero Pessoa /


Como os coqueiros
Dançavam aquela noite
Quero balançar
Ao te escutar.
Voar no teu olhar
Sentir-me feliz
Ao ver o teu belo sorriso.

A noite

Author: Revérbero Pessoa /


As cores que vejo
Nos teus olhos
Escuros e fascinantes
Como a noite,
Dizem-me
Com todas as letras
O quanto gosto de ti.

Sua pele branca
É uma perfeita lua;
Magnífica na sua essência,
Esplendida em beleza.

Quando você sorri
Posso ver claramente
Um mar de pequenas estrelas.
A iluminar o teu sorriso.

Bastião dos cocais

Author: Revérbero Pessoa /

Bastião dos cocais esse é filho da terra.
Pense num cabra da peste
Já aprontou de leste a oeste
Por todo esse sertão.

Quando criança
Não tinha medo de nada,
Nem de assombração.

Já adulto
Um dia cruzou com o Zé carrapeta,
Sem hesitar
Puxou a peixeira e vociferou:
- Pode vim que eu estou pronto
Seu carrapeta desgraçado,
Posso até morrer,
Mas hoje, ainda te mato!

Da outra margem do caminho
O Carrapeta olhou
Com uma cara bem feia e disse:
-Oxente,
Agora foi que deu
Um desnutrido desse
Querendo bater n’eu.

Mas Bastião dos cocais era afoito
E partiu pra cima do desgraçado.
A briga durou três dias.
-Nunca vi no sertão
Tanta gente pra ver
Uma confusão.
Uns cansaram de esperar,
Outros pegaram no sono.
E eu quero ver a peleja acabar.

Noite a dentro
O que se ouvia
Eram os golpes cortantes
Das peixeiras no ar.
E a poeira a subir
Enroscada com o vento.

No derradeiro dia
Ambos já cansados.
O Zé bobeou,
Bastião que não é besta nem nada
Meteu-lhe a peixeira no bucho
Ferindo mortalmente
O Zé carrapeta.

- Nesse momento tive pena,
Coitado do Carrapeta
Dormiu e nada entendeu
Só se deu conta depois que morreu.